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Ben Sulayem Defende Gestão da F1 e Reforça Aposta em Motores V8

Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), saiu em defesa do atual momento da Fórmula 1 diante das críticas recorrentes sobre o gerenciamento de energia dos carros. Em entrevista ao canal sueco Viaplay, concedida antes do início das atividades do GP da Hungria, o dirigente saudita reconheceu falhas da própria entidade, mas garantiu que os problemas vêm sendo corrigidos com agilidade e que a categoria hoje apresenta um nível de competitividade superior ao verificado no começo da temporada.

Segundo Ben Sulayem, a revisão do regulamento técnico implementada a partir do GP de Miami foi decisiva para equilibrar o campeonato. Para quem acompanha a temporada de perto, seja pelos canais oficiais ou por plataformas como a sapphirebet, a diferença entre as primeiras corridas do ano e o cenário atual tem sido perceptível: mais disputas por posição e menos previsibilidade nas pistas. "Nós cometemos erros. Também temos falhas, assim como as equipes, mas uma coisa que sempre faremos é assumir responsabilidades e corrigir problemas. Olhando para as corridas no início do ano, não havia competição suficiente. Agora é possível enxergar disputas por posição. A FIA também analisa todas as informações recebidas e todas as reclamações", afirmou o dirigente.

Motores V8 voltam ao radar da categoria

Ben Sulayem reafirmou sua defesa pela adoção de motores V8 na Fórmula 1 a partir da próxima década, uma proposta que já teria recebido sinalização positiva de diversas fabricantes. A ideia é que a mudança possa ser implementada até 2031, desde que atenda simultaneamente a critérios de sustentabilidade e controle de custos - dois pilares que a FIA considera inegociáveis para o futuro da categoria.

"Sinto que há necessidade de um projeto de motor totalmente novo que atenda a todos os requisitos. Um aspecto importante é o som para os fãs, algo fundamental para nós, além da simplicidade e do custo-benefício. Temos combustível 100% sustentável, mas estamos refazendo os cálculos com as equipes neste momento", explicou o presidente da FIA, deixando claro que o processo ainda está em fase de estudos técnicos e financeiros junto às equipes.

Consenso entre equipes, fabricantes e pilotos

O dirigente destacou que qualquer decisão envolvendo o regulamento esportivo e técnico da Fórmula 1 passa necessariamente por um alinhamento entre fabricantes, fornecedores de unidades de potência e equipes. Para Ben Sulayem, ouvir também os pilotos é essencial, já que são eles os responsáveis por colocar as mudanças em prática dentro do cockpit.

"Estamos consultando as equipes, os fabricantes de unidades de potência e também os pilotos. Isso é importante, pois são os pilotos que estão pilotando esses carros. No fim das contas, temos os fabricantes e os fornecedores de unidades de potência. Também temos as equipes para garantir que o automobilismo continue competitivo e justo", finalizou o presidente da FIA. A fala reforça o tom conciliador da entidade em um momento sensível, marcado por debates técnicos que devem se estender pelos próximos meses enquanto o regulamento de motores para a próxima era da categoria é discutido.