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Sinner destrói Djokovic e avança à final de Wimbledon contra Zverev

Jannik Sinner confirmou sua condição de favorito e encerrou mais uma tentativa de Novak Djokovic de conquistar o 25º título de Grand Slam da carreira, vencendo o sérvio por 6-4, 6-4 e 6-4 nesta sexta-feira no Centre Court de Wimbledon. Com a vitória, o italiano defende o título que conquistou em 2024 e aguarda Alexander Zverev na final de domingo, tornando-se o primeiro tenista italiano a disputar múltiplas finais de simples masculino no torneio londrino.

A partida durou apenas 2 horas e 20 minutos - tempo revelador da superioridade que Sinner impôs ao longo de todo o confronto. O número 1 do mundo registrou 16 aces, disparou 40 winners e cometeu apenas 15 erros não forçados, números que traduzem uma exibição de altíssimo nível. Para quem acompanha o tênis de perto, inclusive através do SapphireBet mercado de apostas, ficou evidente que Sinner não deixou qualquer margem para o adversário construir uma ameaça real durante a tarde.

Foi a 99ª vitória de Sinner em partidas de Grand Slam - um marco expressivo para um jogador de apenas 23 anos que já acumula quatro títulos de major. Djokovic, por sua vez, encerra mais um torneio sem conseguir ultrapassar as 24 conquistas de Grand Slam e permanece empatado no topo da lista masculina. A busca pelo recorde absoluto - que pertence à australiana Margaret Court, com 24 títulos somando todas as categorias - segue em aberto para o sérvio de 39 anos.

Domínio sem concessões: como Sinner controlou cada aspecto do jogo

Sinner não concedeu um break point sequer até o meio do terceiro set, e quando Djokovic finalmente obteve sua única oportunidade, o italiano a anulou com um ace preciso. A diferença entre os dois foi técnica, física e tática: Sinner se moveu melhor, serviu com mais eficiência e respondeu com autoridade mesmo nos momentos em que a torcida do Centre Court tentou inspirar uma reação do sérvio, cantando seu nome em coro.

O campeão defensor foi construindo vantagens de forma metódica. No primeiro set, forçou break points no nono game - desperdiçou o primeiro ao errar uma smash rotineira, mas converteu o segundo com um backhand cruzado de enorme qualidade. No segundo set, Djokovic resistiu até um 3-2, mas não conseguiu escapar do quarto break concedido, desta vez selado por uma ótima dropshot de Sinner. No terceiro, o sérvio salvou três break points nos primeiros games, mas cedeu o quarto e, a partir daí, o jogo estava essencialmente decidido. Sinner venceu os oito últimos pontos de seus games de saque e serviu para o título sem conceder nenhum ponto.

Djokovic deixa Wimbledon entre aplausos, mas sem o recorde

Djokovic entrou em quadra ainda carregando o desgaste de uma vitória épica sobre Felix Auger-Aliassime nas quartas - mais de cinco sets e cinco horas de jogo, concluídos poucos minutos antes do toque de recolher das 23h na quarta-feira. Era improvável que o sérvio chegasse à semifinal no mesmo nível físico e mental, e a diferença de ritmo ficou evidente. Ainda assim, o público do Centre Court o tratou com o afeto reservado a um dos maiores da história: Djokovic saiu da quadra acenando para todas as arquibancadas, recebendo uma ovação genuína.

Aos 39 anos, Djokovic continua sendo o único homem na era aberta com 24 títulos de Grand Slam. A pergunta que persiste é por quanto tempo ainda ele buscará o 25º. Sua presença em Wimbledon, chegando às semifinais com esse nível de exigência física, sugere que o sérvio não pretende se retirar sem uma última tentativa.

Sinner favorito na final; Zverev chega diferente após Roland Garros

Na final de domingo, Sinner enfrentará Alexander Zverev, que eliminou o britânico convidado Arthur Fery para garantir sua vaga. O retrospecto entre os dois é amplamente favorável ao italiano - dez vitórias em 14 confrontos -, e Sinner não perde para o alemão desde 2023. No entanto, Zverev chega a esta final como um jogador transformado. O título conquistado em Roland Garros neste ano encerrou uma longa espera pelo primeiro Grand Slam e tirou de seus ombros o peso de ser o melhor tenista ainda sem um major. Esse tipo de libertação costuma mudar o padrão de jogo de um atleta em situações decisivas.

Sinner, por sua vez, não perdeu um set sequer desde sua primeira partida neste Wimbledon - e produziu seu melhor tênis do torneio justamente na semifinal mais importante. Está a uma vitória de se tornar o décimo homem na era aberta a defender o título de Wimbledon, uma marca que poucos conquistaram. A final de domingo promete um encontro entre dois dos melhores tenistas do mundo em suas melhores versões recentes - e Sinner, com sua consistência e confiança em alta, parte na condição de favorito.